Fusão Paramount e Warner Bros. vira Skydance: o que muda para HBO Max e DC

David Ellison ao lado do logotipo da Warner Bros.
Imagem: Divulgação

A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery tem data para sair do papel: 6 de outubro. E a empresa que nasce dela vai se chamar Skydance, nome do estúdio que David Ellison fundou há cerca de 20 anos. Ellison revelou o batismo nesta sexta-feira (2), segundo o TheWrap.

O acordo de US$ 110,9 bilhões, contando a dívida da Warner, foi anunciado em fevereiro e passou meses travado em análises de órgãos reguladores e em um processo movido por estados americanos. O último obstáculo caiu no fim de setembro, quando um juiz aprovou o acordo da Paramount com esses estados, de acordo com a Variety, e o fechamento ficou marcado para a semana seguinte. Os acionistas da Warner recebem US$ 31 por ação em dinheiro, com um pequeno adicional por dia contado a partir de 30 de setembro.

Quem acompanha desde o começo lembra que a Netflix chegou a anunciar a compra da Warner Bros. por US$ 82,7 bilhões (contando a dívida), mas quem acabou levando foi a Paramount.

Por que o nome da nova empresa é Skydance

Pode parecer estranho ver a Warner sumir do nome da empresa-mãe, mas o desenho é outro. Segundo o anúncio, Paramount Pictures, Warner Bros., DC e HBO Max continuam existindo como marcas dentro da Skydance, que vira só o guarda-chuva corporativo. É parecido com o que a Warner Bros. Discovery já era: uma holding com vários estúdios e canais embaixo.

O nome também não é totalmente novo. A empresa de Ellison já se chamava Paramount Skydance desde 2025, quando a Skydance comprou a Paramount. Agora o “Paramount” sai do nome da controladora e a Skydance fica sozinha no topo.

Caixa d'água com o logotipo da Paramount no estúdio, cercada por palmeiras
Imagem: Getty Images

O que muda para quem assiste no Brasil

A mudança que o assinante brasileiro mais deve sentir é no streaming. O plano de juntar HBO Max e Paramount+ em uma plataforma única já constava no anúncio do acordo e foi reafirmado por Ellison em março. Casey Bloys, o executivo da HBO, deve comandar o streaming da empresa unificada. Preços, data de transição e o que acontece com quem assina hoje cada serviço no Brasil ainda não foram detalhados.

No papel, fica tudo debaixo do mesmo teto: Harry Potter, Game of Thrones, Missão: Impossível, Top Gun, Star Trek, Transformers, Universo DC e Bob Esponja. Para quem acompanha catálogo, isso significa que boa parte do que hoje está espalhado entre dois streamings tende a se encontrar em um só lugar.

No Brasil, o Cade aprovou a operação sem restrições em julho. Durante a análise, a Paramount afirmou ao órgão que descarta vender a TNT Sports ou se desfazer dos canais de TV paga da Warner no país.

Já o acordo com os estados americanos, segundo a imprensa dos EUA, obriga a Paramount a manter pelo menos 30 lançamentos por ano nos cinemas, com janela de 45 dias nos cinemas antes de os filmes chegarem ao streaming, e a criar um conselho editorial independente para CBS e CNN. É uma resposta direta ao medo de que a fusão encolhesse a programação dos cinemas.

E a DC no meio dessa história

O ponto que mais mexe com os fãs é o futuro da DC Studios. A informação mais recente vem do Puck: James Gunn e Peter Safran devem ser convidados a continuar à frente da DC, pelo menos no início, enquanto Michael De Luca e Pamela Abdy, que comandam os filmes da Warner, devem sair. Explicamos o que isso significa para o DCU em outra matéria.

O contrato dos dois vai até 2027, e o próximo teste é Man of Tomorrow, que estreia em julho de 2027, depois de Supergirl ter ficado bem abaixo do esperado nas bilheterias. Supergirl chegou a cerca de US$ 126 milhões no mundo, com orçamento de US$ 170 milhões, fora marketing. Se Gunn e Safran continuam depois disso, vai depender do que a nova gestão decidir.

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