James Gunn vai continuar no DCU com a fusão Paramount e Warner? O que se sabe

James Gunn e David Ellison lado a lado, em montagem sobre o futuro da DC Studios
Imagem: Divulgação

James Gunn e Peter Safran devem ser convidados a continuar no comando da DC Studios quando a fusão entre Paramount e Warner Bros. for concluída, em 6 de outubro. A informação é de Matthew Belloni, do Puck, e foi resumida pelo Comic Basics: os dois ficam, mas pelo menos no início. Esse “pelo menos no início” é a parte que importa.

A empresa que nasce da fusão vai se chamar Skydance, como contamos aqui no VarianteNerd, e quem dá as cartas é David Ellison, que já sinalizou querer manter as equipes criativas no lugar. O Comic Basics lembra que reportagens do TheWrap, em agosto, e da Bloomberg indicaram que Ellison queria manter as equipes criativas no lugar.

O que se sabe até agora sobre Gunn e Safran

Segundo o relato, Dana Goldberg e Josh Greenstein, chefes de cinema da Paramount, passam a supervisionar os dois estúdios, enquanto Michael De Luca e Pamela Abdy, que comandam os filmes da Warner, devem sair. Ou seja, a cúpula que conhecia o plano da DC está mudando, e a dupla que o desenhou continua.

Segundo o Cosmic Book News, a expectativa é de um período de adaptação de três a seis meses antes de qualquer mudança maior. É só uma expectativa, não uma garantia.

James Gunn, co-CEO da DC Studios, em foto de divulgação sobre o DCU
Imagem: DC Studios/Divulgação

A pegadinha está no contrato

Gunn e Safran assumiram como co-presidentes e co-CEOs da DC Studios em novembro de 2022, com contratos que vão até a primavera de 2027, depois de uma extensão relatada pela Bloomberg em dezembro de 2025. Nenhuma renovação foi anunciada. Um comentário de podcast no fim de agosto sobre uma suposta extensão, aliás, foi desmentido em setembro pelo próprio Jeff Sneider, que citava uma reportagem antiga.

O que pesa de verdade é Man of Tomorrow, filme que Gunn dirige e que estreia em 9 de julho de 2027. O parâmetro é Superman, que arrecadou US$ 618 milhões no mundo em 2025. Se a continuação passar disso, a permanência fica fácil de defender. Se tropeçar, a Skydance ganha um motivo concreto para mexer na direção da franquia.

Supergirl não ajudou: o filme arrecadou cerca de US$ 126 milhões contra um orçamento de US$ 170 milhões, a menor bilheteria da DC no cinema desde que o DCEU começou, abaixo até de Besouro Azul e Shazam! Fúria dos Deuses.

Como fica o calendário do DCU

Nada indica pausa. Lanternas está no ar na HBO Max, Clayface chega aos cinemas em 23 de outubro nos Estados Unidos e Man of Tomorrow vem em julho de 2027. A animação Dynamic Duo está em produção, com estreia prevista para 2028.

Sobre Batman: The Brave and the Bold, o boato era que o filme estaria parado até a fusão se resolver, atribuído ao diretor Andy Muschietti. Gunn respondeu no fim de agosto que isso não soa como algo que Andy diria e que o projeto não está parado de forma alguma, como registrou o GamesRadar. O filme, com Damian Wayne como Robin, ainda não tem data.

Vale lembrar que o próprio Gunn já falou em ansiedade real sobre a continuidade do DCU, e a fusão acrescenta mais uma camada a isso.

O que isso significa na prática

Tirar Gunn a poucos meses de Man of Tomorrow seria uma aposta alta para um estúdio que acabou de pagar US$ 110 bilhões pela Warner. O cenário mais provável é Ellison deixar o plano seguir até julho de 2027 e decidir com o resultado da bilheteria em mãos.

Para o fã brasileiro, a conta é simples: os projetos em andamento seguem, e a incerteza real só começa depois da estreia da continuação de Superman.

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