Chefes da Marvel e da Sony contam a reação ao corte do diretor, e o editor do VarianteNerd dá seu veredito depois de assistir ao filme na pré-estreia

Kevin Feige e Amy Pascal já viram praticamente todos os filmes do Homem-Aranha de Tom Holland antes de qualquer outra pessoa no planeta. Mesmo assim, quando assistiram ao corte do diretor de Homem-Aranha: Um Novo Dia pela primeira vez, os dois fizeram algo que nunca tinham feito antes: se levantaram e aplaudiram.
“Foi a primeira vez que eu e o Kevin nos levantamos depois de um corte de diretor e aplaudimos. Foi assim de bom. É assim que o Destin é bom”, contou Pascal em entrevista à Collider, se referindo ao diretor Destin Daniel Cretton, o mesmo de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis.

A produtora também explicou o motivo por trás de uma escolha visual que chama atenção nos trailers: as cenas de Homem-Aranha balançando pela cidade em planos que os fãs nunca tinham visto antes. “Era a intenção com esse filme, voltar a mostrar o Homem-Aranha fazendo parte de Nova York de um jeito que a gente segurou nos três filmes anteriores do Tom Holland”, disse. Feige completou dizendo que Cretton bebeu direto da fonte dos quadrinhos, recriando capas específicas, e até trouxe referências do jogo de PlayStation para construir essa linguagem visual.
O filme também recebe Sadie Sink no UCM em um papel que segue em segredo até a estreia, além de Jon Bernthal reprisando o Justiceiro e Mark Ruffalo voltando como Hulk. Segundo Pascal, a escolha de personagens nunca é aleatória: cada um entra na história porque ajuda a contar algo sobre o próprio Peter Parker. Justiceiro e Hulk, segundo ela, também carregam isolamento e um grande calcanhar de aquiles, assim como o protagonista está vivendo agora.
A história se passa quatro anos depois de Sem Volta para Casa e antes de Vingadores: Doutor Destino, encaixando Um Novo Dia como o primeiro capítulo da Fase 6 da Marvel.
O que achei depois de ver o filme na pré-estreia
Assisti a Homem-Aranha: Um Novo Dia ontem, na pré-estreia, e vou ser direto: é um dos melhores filmes do Homem-Aranha já feitos. Não é melhor que Homem-Aranha 2, do Sam Raimi, porque aquele já é um clássico e dificilmente algo vai tirá-lo do topo. Mas esse filme do Tom Holland entrega uma essência de Peter Parker que a gente nunca tinha visto com essa profundidade: a solidão de ter perdido os amigos e a família, e como ele aprende a lidar com isso ao longo da história.

É a melhor evolução que já vimos do Homem-Aranha do Tom Holland. A construção dos momentos de ação funciona, a tensão é bem dosada, e a participação do Justiceiro é fantástica, um dos pontos altos do filme. As outras aparições também são bem aproveitadas, sem parecer que estão ali só para render clipe de trailer.
O que mais me marcou foi como a história usa a solidão do Peter para falar da nossa própria. O filme mostra que dá para vencer isso simplesmente se abrindo com quem a gente ama, e com quem ama a gente de volta. As referências às capas clássicas dos quadrinhos aparecem de um jeito orgânico, nada forçado, nada gratuito, e ver o Homem-Aranha balançando pela cidade de verdade, sendo o Homem-Aranha, é uma das melhores coisas que o filme entrega.
No final da sessão, o público aplaudiu de pé, assim como Feige e Pascal fizeram ao ver o corte do diretor. Destin Daniel Cretton fez um filme fantástico, e o aplauso foi merecido.
Homem-Aranha: Um Novo Dia já está em cartaz nos cinemas brasileiros.





