Claude Opus 5.5, Sonnet 5.5 e GPT-6 Astra: o que mudou nas IAs em setembro

Arte de divulgação do Claude Opus 5.5, da Anthropic
Imagem: Anthropic/Divulgação

Setembro foi mês de troca de modelos nas duas maiores empresas de IA do mundo. A Anthropic lançou o Claude Opus 5.5 em 22 de setembro e o Claude Sonnet 5.5 em 28, e a OpenAI apresentou o GPT-6 Astra em 3 de setembro e, no dia 22, somou a ele o GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna. Abaixo, o que cada lançamento traz e o que muda para quem usa esses assistentes no dia a dia.

Anthropic: Opus 5.5 e Sonnet 5.5 em uma semana

O Opus 5.5 é o primeiro modelo da nova família Claude 5.5. Segundo o TechCrunch, a empresa diz que ele supera o modelo maior, o Fable, em vários testes, e que os tokens de saída passaram de US$ 25 para US$ 20 por milhão. Nas notas de lançamento reunidas pelo Releasebot, a Anthropic fala em janela de contexto de 1 milhão de tokens e custo cerca de 40% menor que o do Opus 5 em tarefas típicas. O modelo também sai com as mesmas travas de segurança do Fable em biologia e cibersegurança.

Seis dias depois veio o Claude Sonnet 5.5, que substitui o Sonnet 5, de junho, como melhor modelo de porte médio. De acordo com o 9to5Mac, ele é mais rápido, gera saída mais de 30% mais depressa que o antecessor, usa menos tokens para o mesmo trabalho e é indicado para tarefas de escopo claro, como corrigir bugs e montar documentos, slides e planilhas. É também o primeiro Sonnet com as travas de cibersegurança dos modelos mais avançados. A empresa prometeu o Haiku 5.5 para as próximas semanas.

Antes disso, em 1º de setembro, a Anthropic lançou o Claude Fable 5.1 e o Claude Mythos 5.1. O Fable 5.1 é a versão de uso geral, com contexto de 1 milhão de tokens e preço de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 de saída, enquanto o Mythos 5.1 fica restrito a participantes do Project Glasswing, segundo as notas de lançamento.

OpenAI: GPT-6 Astra, Sol e Luna

Sam Altman, CEO da OpenAI, gesticulando durante evento
Imagem: Getty Images

O GPT-6 Astra chegou em 3 de setembro como o modelo mais capaz da OpenAI, com ganhos em uso de computador, programação, pesquisa e criação de documentos, planilhas e apresentações. Segundo a CNBC, a liberação foi em fases, começando por empresas de um programa de cibersegurança, e a própria OpenAI reconheceu que o Astra é o primeiro modelo a atingir o nível Crítico de risco em cibersegurança do seu quadro de preparação, o que levou a limites de acesso. Depois, ele passou a chegar aos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, à API, à Microsoft Azure e ao Amazon Bedrock.

Em 22 de setembro vieram o GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna, versões mais rápidas e baratas. Na API, o Sol custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 de saída, e o Luna custa US$ 0,10 e US$ 0,50, conforme o changelog da OpenAI. No ChatGPT, porém, eles ficam restritos ao ChatGPT Work e ao Codex, e não aparecem nas conversas comuns, segundo a central de ajuda da empresa. Em 8 de setembro a OpenAI também lançou o ChatGPT Images 2.5, com imagens mais nítidas e edição mais precisa, e em 11 de setembro avisou que pretende aposentar os GPTs personalizados e migrar os usuários para plugins.

O que isso muda no dia a dia

O padrão que aparece nos dois lados é parecido: modelos mais baratos de rodar, foco em tarefas longas em que a IA opera o computador, e travas de segurança cada vez mais explícitas em cibersegurança. Para quem trabalha com conteúdo, planilhas e código, a queda de preço e a velocidade importam mais do que um número novo no nome do modelo.

Uma ressalva para o leitor brasileiro: os preços citados são de API, em dólar, e o acesso aos modelos no app depende do plano contratado, então vale conferir na conta de cada serviço o que está liberado. O ritmo dos lançamentos sugere que a próxima rodada, com o Haiku 5.5, não deve demorar.

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