Marvel lança Midnight, selo de terror que transforma X-Men e Homem-Aranha em pesadelo

Capa de Midnight X-Men #1, primeiro lançamento do selo de terror da Marvel

Depois de mais de 80 anos vendendo esperança, a Marvel resolveu inverter a lógica. Chegou às lojas de quadrinhos o primeiro lançamento do selo Midnight, linha editorial que pega os heróis mais conhecidos da editora e os joga numa realidade alternativa onde tudo dá errado.

Midnight X-Men #1, de Jonathan Hickman e Matteo Della Fonte, abre a linha e já deixa claro o tom: aqui os mutantes não lutam mais por aceitação, e sim por sobrevivência pura e simples. A capa principal, de Dike Ruan, ganhou também uma variante de Björn Barends em homenagem direta ao pôster clássico de Fright Night, o filme de vampiros de 1985. Não é o único aceno ao gênero: a linha inteira usa a estética de terror B como referência visual.

Arte de divulgação do selo Midnight Universe, nova linha de terror da Marvel Comics

Depois de X-Men, é a vez de Midnight Fantástico 4, com roteiro de Benjamin Percy e arte de Kev Walker, e de Midnight Homem-Aranha, escrito por Phillip Kennedy Johnson. Em cada um dos títulos, a ideia central se repete: o que fez esses personagens serem heróis vira, nessa realidade, a origem do próprio pesadelo. As descobertas científicas do Quarteto Fantástico levam a horrores, e os poderes do Homem-Aranha vêm com um custo monstruoso.

A Marvel já confirmou que a Midnight não é uma minissérie de três meses, e sim uma linha com fôlego: Hickman já indicou que só a parte dos X-Men deve passar de doze edições. Editoras costumam usar universos alternativos para testar tons que não caberiam no material principal, e depois do sucesso de linhas parecidas na concorrência, faz sentido a aposta em algo mais sombrio para atrair um público que não é necessariamente o leitor raiz de super-herói.

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