
A empresa chinesa Landspace marcou o dia 10 de agosto para sua segunda tentativa de lançar e recuperar um foguete orbital, um dos marcos mais difíceis da indústria espacial atual. O lançamento está previsto para as 19h45 no horário do leste dos Estados Unidos, a partir do centro espacial de Jiuquan, no noroeste da China.
A primeira tentativa da Landspace aconteceu em dezembro de 2025, quando o Zhuque-3 chegou à órbita normalmente, mas o primeiro estágio explodiu durante a descida final rumo à plataforma de pouso. Foi um baque para a empresa, mas nada muito diferente do que aconteceu com outras companhias chinesas competindo pela mesma tecnologia que a SpaceX já domina há anos com o Falcon 9.

Essa será a quarta tentativa chinesa de recuperar um propulsor orbital. As duas primeiras, incluindo a da própria Landspace e a estreia do Long March 12A, terminaram em fogo. A terceira, em julho, deu certo: a China se tornou o segundo país do mundo a pousar um foguete orbital, usando dessa vez um sistema de captura por rede em vez de pouso com pernas.
O Zhuque-3 é um foguete de aço inoxidável de 66 metros, movido a metano e oxigênio líquido, com capacidade de payload parecida com a do Falcon 9. A Landspace fez um teste estático de disparo bem sucedido em 29 de junho como preparação final, e dessa vez a aposta é em pouso com pernas, no mesmo estilo usado pela SpaceX.
Se der certo, o pouso reforça a corrida espacial chinesa numa área que, até pouco tempo atrás, era terreno exclusivo da SpaceX. E prova que a reutilização de foguetes deixou de ser exceção e virou o novo padrão que todo mundo está tentando copiar.





